A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alertas consecutivos de segurança sobre pomadas capilares. Os documentos são o Alerta 1/2026, de janeiro de 2026, e o Informe Regulatório 006/2026.
A medida foi tomada após o registro de centenas de casos de efeitos adversos graves. Esses casos estão ligados ao uso de pomadas para cabelo irregulares. Entre os problemas relatados estão episódios de cegueira temporária e inflamações severas na córnea.
Nos últimos anos, o uso de produtos para trançar ou fixar cabelos sem autorização sanitária levou a um aumento nas notificações de emergências médicas. Desde março de 2022, a Anvisa recebeu 673 notificações de eventos adversos. Desse total, 628 (93,3%) foram classificados como graves.
O contato acidental do produto com os olhos é a principal causa dos problemas. Essa situação pode ser potencializada pelo suor, pela chuva ou pelo contato com água de piscina. O contato pode desencadear reações químicas agressivas.
Os eventos adversos mais comuns relatados pela agência são a ceratite, que é uma inflamação da córnea, e a hiperemia ocular, que é uma vermelhidão intensa nos olhos.
A Anvisa orienta os consumidores a usar apenas produtos que constem na lista oficial de itens autorizados pela agência. Verificar o rótulo e o número de registro é o primeiro passo para garantir a segurança. A lista completa de pomadas autorizadas é atualizada constantemente e pode ser consultada no portal da Anvisa.
O uso de marcas desconhecidas ou sem procedência clara coloca em risco a saúde ocular do usuário. Em 2025, a Anvisa proibiu 47 pomadas capilares por descumprimento de normas sanitárias e por risco comprovado de causar danos aos olhos.
Em caso de contato acidental do produto com os olhos, a recomendação é lavar imediatamente com água corrente por pelo menos 15 minutos. Se sintomas como queimação ou visão turva persistirem, é necessário procurar assistência médica de urgência. Não se deve usar colírios sem prescrição médica.
Para um uso mais seguro de fixadores capilares, é importante seguir as instruções do fabricante no rótulo. Muitos produtos de fixação forte não são recomendados para crianças ou para uso em ambientes com água, como piscinas ou praias. Isso se deve ao risco maior do produto escorrer para o rosto e para os olhos.
A notificação de eventos adversos à Anvisa é importante. Ela ajuda a agência a identificar lotes específicos ou ingredientes problemáticos, permitindo a suspensão rápida de produtos perigosos. A vigilância sanitária está mais rigorosa em 2026 em relação aos cosméticos capilares.
Ao optar por produtos certificados, o consumidor busca um resultado estético sem comprometer a saúde ocular. Em caso de dúvidas, a orientação é consultar um dermatologista ou um oftalmologista para obter orientações profissionais.