Uma fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 9 de outubro de 2025, determinou a apreensão de cosméticos capilares que não possuíam registro sanitário obrigatório.
A medida proíbe a fabricação, a comercialização e o uso de todos os lotes dos itens fabricados pela empresa Anne Ind. e Com. de Produtos Químicos Ltda.
A falta de registro na Anvisa indica que o produto não passou pelos testes de segurança e eficácia exigidos pela lei. Sem esse controle, não há garantia de que os componentes químicos respeitam os limites de toxicidade, o que pode levar a queimaduras, queda de cabelo e reações alérgicas.
Além dos produtos da Anne Ind. e Com., o órgão determinou o recolhimento do Rubitox Orgânico Tecnologia ATH Creme de Realinhamento da Fibra Rubelita Professional, fabricado pela Pack for You Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. A proibição também se estende à propaganda desses itens.
A lista divulgada pela agência inclui máscaras de tratamento e selagens térmicas que prometem realinhamento capilar, produtos comuns em salões de beleza.
A interrupção do uso deve ser imediata se o consumidor tiver algum desses itens. A Anvisa orienta a verificação do número de registro na embalagem e a consulta ao seu portal oficial para confirmar a regularidade de um cosmético.
Além dos cosméticos, o saneante Tecsa Clor Pós, fabricado pela Brenntag Química Brasil Ltda., teve sua comercialização interditada. O produto, indicado como bactericida, fungicida e virucida, não cumpriu as boas práticas de fabricação, apresentando falhas que comprometem sua identidade e eficácia.
A ação de fiscalização visa proteger a saúde pública e retirar do mercado produtos que não seguem as normas. A Anvisa recebe denúncias de produtos suspeitos através do sistema Notivisa.
Em ações anteriores, a agência já havia apreendido outros lotes de itens de higiene pessoal e cosméticos sem registro. Esse tipo de operação é rotineiro e tem como objetivo coibir a venda de artigos que podem oferecer riscos à população.
Profissionais da área de beleza e consumidores finais são orientados a sempre checar a procedência dos produtos antes do uso, especialmente aqueles aplicados em procedimentos que envolvem calor ou químicos no cabelo.