A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição de todos os produtos alimentícios e cafés da empresa Vibe Coffee Ltda. A decisão foi publicada em 3 de novembro de 2025.

A medida foi tomada após uma ação fiscal do Núcleo Especial de Vigilância Sanitária (Nevs) do estado do Espírito Santo. Os fiscais constataram que a empresa não possuía a licença sanitária obrigatória para funcionar.

Os produtos da marca eram comercializados sem regularização, tanto no site próprio quanto em outras plataformas de venda online. O relatório da inspeção apontou falhas graves nas boas práticas de fabricação.

De acordo com a Anvisa, a empresa não seguia os protocolos de monitoramento de higiene e qualidade do café processado. Isso impede a garantia de um produto livre de contaminantes para quem compra.

Os inspetores também identificaram a ausência total de rastreabilidade. Não é possível saber a origem dos grãos de café utilizados na produção.

A Vibe Coffee também não possuía procedimentos operacionais padrão. Esses procedimentos são necessários para manter a uniformidade e a segurança biológica do produto final.

As condições de higienização no local de fabricação foram consideradas inadequadas. A falta desses controles eleva o risco de proliferação de fungos ou bactérias nos pacotes.

Esses riscos estão detalhados na Resolução RE 4.350/2025, publicada no Diário Oficial da União em 31 de outubro de 2025.

Com a publicação da norma, a Vibe Coffee está proibida de fabricar, distribuir, vender e divulgar seus itens. A proibição vale para plataformas online e pontos de venda físicos.

Os estoques encontrados em depósitos ou prateleiras devem ser recolhidos de imediato. A responsabilidade pelo recolhimento é das autoridades sanitárias locais ou da própria fabricante.

A proibição não se restringe apenas ao café. Abrange qualquer outro produto alimentício que esteja sob o registro da marca.

O objetivo da Anvisa é interromper o consumo de itens que não passaram por testes de qualidade ou pelas inspeções de rotina exigidas por lei.

A falta de rastreabilidade em um produto como o café impede que o consumidor saiba, por exemplo, se houve exposição a agrotóxicos proibidos.

Também fica impossível saber se o armazenamento da matéria-prima foi feito em locais adequados. Sem o controle de lotes, em caso de contaminação, a agência não consegue isolar as unidades afetadas com precisão.

Produtos fabricados sem licença sanitária operam na informalidade técnica. Eles ignoram os limites de resíduos químicos e os padrões de controle microbiológico estabelecidos.

A recomendação para quem adquiriu produtos da Vibe Coffee é suspender o uso imediatamente. Isso vale para compras feitas no site da empresa ou em marketplaces.

Em caso de sintomas gastrointestinais ou qualquer reação adversa após o consumo, a orientação é procurar atendimento médico. O evento também deve ser registrado nas plataformas oficiais de vigilância sanitária.

As boas práticas de fabricação garantem que cada etapa, da torra à embalagem, seja feita sob controle de temperatura e limpeza. A negligência desses passos coloca em risco a saúde de quem consome o produto.

A atuação da vigilância sanitária capixaba reflete o esforço em manter o mercado livre de empresas irregulares. Ficar atento às atualizações da Anvisa é uma forma de garantir a segurança dos alimentos consumidos.

Cristina Leroy Silva

Cristina Leroy, formada em Letras pela UNICURITIBA, é autora do blog ortopediacoluna.com.br, onde compartilha conhecimento sobre a saúde da coluna.

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