O surto de ebola na República Democrática do Congo já é o segundo maior da história da doença, segundo dados divulgados pelas autoridades do país nesta sexta-feira (31). Até o momento, foram registrados 3.532 casos e 1.556 mortes.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas a epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 teve impacto maior, com 28.616 casos e 11.310 mortes, afetando principalmente Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Dois meses antes da confirmação do atual surto, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) já alertavam para o risco de a epidemia se tornar uma das maiores já registradas, caso medidas de contenção não fossem adotadas.

Os casos são provocados pela cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus ebola para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico. O combate à doença também é dificultado pelo fato de o surto ocorrer em regiões marcadas por conflitos armados e infraestrutura de saúde limitada, o que compromete o acesso das equipes médicas e as ações de controle da transmissão.

Em meio ao avanço da doença, a OMS tem reiterado a necessidade de reforço no financiamento e no envio de equipes especializadas para conter a propagação do vírus. A resposta internacional, no entanto, enfrenta desafios logísticos e de segurança para alcançar as áreas mais afetadas.

Cristina Leroy Silva

Cristina Leroy, formada em Letras pela UNICURITIBA, é autora do blog ortopediacoluna.com.br, onde compartilha conhecimento sobre a saúde da coluna.

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