Um erro em uma clínica veterinária em Vinhedo, no interior de São Paulo, levou uma paciente a pedir uma indenização de R$ 50 mil na Justiça. A mulher recebeu por engano uma injeção de um fármaco de uso exclusivo veterinário, que seria aplicado em seu animal de estimação.

O incidente ocorreu durante uma consulta de rotina. A profissional de saúde animal trocou as doses e aplicou a substância na paciente humana. O erro é classificado como lesão corporal culposa.

A vítima precisou buscar atendimento de emergência para monitorar os efeitos colaterais da substância em seu organismo. As autoridades tratam o caso como uma falha inaceitável de triagem e identificação de produtos.

O pedido de reparação financeira por danos morais e materiais soma cerca de R$ 52.357,18. A Justiça avalia se o valor é proporcional aos danos causados pelo erro da clínica.

Na esfera criminal, a veterinária responsável optou por um acordo com o Ministério Público. Ela realizou o pagamento de uma prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo. Esse pagamento não extingue a obrigação da empresa de reparar a vítima pelos prejuízos diretos.

Produtos destinados a animais são desenvolvidos com dosagens e compostos que podem ser tóxicos para pessoas. A inoculação acidental pode causar reações alérgicas severas, toxicidade hepática ou choques anafiláticos.

A prevenção de erros exige investimentos em infraestrutura e capacitação de pessoal. Estabelecimentos devem usar armários separados, etiquetas com cores contrastantes e protocolos de dupla checagem antes de qualquer aplicação.

A vítima de erro em procedimento deve documentar tudo: laudos médicos, prontuários, recibos de farmácias e registros de gastos adicionais. A recomendação é registrar um boletim de ocorrência e buscar orientação jurídica especializada.

Cristina Leroy Silva

Cristina Leroy, formada em Letras pela UNICURITIBA, é autora do blog ortopediacoluna.com.br, onde compartilha conhecimento sobre a saúde da coluna.

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