Um voo da Air France que partiu de Paris com destino a Detroit, nos Estados Unidos, foi desviado para Montreal, no Canadá. A medida foi tomada depois que autoridades americanas identificaram um passageiro vindo da República Democrática do Congo, país que enfrenta um novo surto de ebola.
De acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, o passageiro não poderia ter embarcado para o território americano por causa das restrições sanitárias em vigor. A aeronave não recebeu autorização para pousar em Detroit e só pôde seguir para Montreal.
O voo AF378/DL8719, operado em parceria entre a Air France e a Delta Air Lines, decolou do Aeroporto Charles de Gaulle às 16h03 no horário local. Após a mudança de rota, o passageiro foi retirado do avião em solo canadense.
As autoridades americanas reforçaram os protocolos de entrada por causa do avanço de uma nova variante do ebola na África Central. Passageiros de alguns países passaram a enfrentar regras mais rígidas para desembarcar.
Segundo a Air France, viajantes vindos da República Democrática do Congo só podem entrar nos EUA pelo aeroporto de Washington. O passageiro embarcou para Detroit por engano, o que motivou a ação da fiscalização americana.
A companhia aérea francesa informou que o desvio ocorreu apenas por questões regulatórias. A empresa negou qualquer caso suspeito de doença a bordo e afirmou que nenhum passageiro apresentou sintomas durante o trajeto.
Em nota, a Air France disse que segue as exigências sanitárias dos países onde opera. A companhia também afirmou que colaborou com as autoridades americanas e canadenses durante toda a operação.
O caso acontece em meio ao aumento da preocupação global com o avanço do vírus na África. Nas últimas semanas, autoridades sanitárias passaram a monitorar uma nova variante da doença na República Democrática do Congo.
O Boeing 777-200, de matrícula F-GSPF, permaneceu em Montreal por menos de uma hora. Após a retirada do passageiro, a aeronave recebeu autorização para continuar a viagem normalmente.
A atuação conjunta entre a CBP e o CDC foi considerada decisiva para evitar riscos sanitários. As autoridades americanas afirmaram que as medidas visavam proteger a saúde pública e impedir a entrada do ebola no país.
O episódio reacendeu o debate sobre os protocolos internacionais de triagem sanitária em aeroportos. Com o aumento das viagens internacionais, governos ampliam a fiscalização para evitar novas crises de saúde pública.
As autoridades reforçaram que não houve confirmação de contaminação no voo. Ainda assim, o caso ganhou destaque internacional por mostrar o nível de vigilância adotado diante do novo avanço do ebola.